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domingo, 13 de janeiro de 2013

Capitulo 2: Marcada - house of Night


Capítulo 2 

Quando eu percebi que já tinha passado tempo suficiente para todos saírem da escola, eu pus meu cabelo por cima da minha testa e sai do banheiro, correndo para as portas que levavam para o estacionamento dos estudantes. Tudo parecia limpo – só tinha um garoto usando uma daquelas calças com o cós super baixo seriamente nada atraentes que ficavam quase nas pernas dele. Impedir essa calça de cair enquanto ele andava parecia exigir sua concentração;
ele não me notaria. Eu cerrei meus dentes por causa daquela calça caída e sai pela porta, me dirigindo para o meu pequeno Bug.
No momento que eu pisei na rua o sol começou a me incomodar. Eu quero dizer, não era um dia particularmente ensolarado; tinha muitas daquelas nuvens grandes e grossas, que pareciam tão bonitas em fotos, bloqueando o sol em parte. Mas isso não importava. Eu tive que apertar meus olhos dolorosamente e levantar minhas mãos enquanto eu fazia de conta que elas bloqueavam o sol e aquela luz. Eu acho que foi porque eu estava focada na dor que a luz do sol estava me causando que eu não notei a picape até que ela fez uma parada barulhenta na minha frente.
“Hey Zo! Você recebeu minha mensagem?”
Oh merda, merda, merda! Era Heath. Eu olhei para cima, olhando para ele através dos meus dedos como se fosse um daqueles estúpidos filmes de luta. Ele estava sentado na caçamba aberta da picape do seu amigo Dustin. Por cima do ombro dele eu pude ver na cabine da picape onde Dustian e seu irmão, Drew, estavam fazendo o que normalmente fazer – brigando e discutindo sobre só Deus sabe que coisa estúpida de homens. Graças a Deus, eles estavam me ignorando. Eu olhei de volta para Heath e suspirei. Ele tinha uma cerveja na mão e um sorriso bobo no rosto. Momentaneamente esquecendo que eu tinha acabado de ser Marcada e estava destina a me tornar uma sugadora de sangue excluída e monstruosa, eu olhei para Heath com cara feia.
“Você está bebendo na escola! Você está louco?”
O sorriso bobo dele ficou maior. “Sim eu estou louco, por você, baby!”
Eu balancei a cabeça enquanto virava minhas costas para ele,abrindo a porta do meu Bug e empurrando meus livros e mochila no banco da passageiro.
“Porque vocês não estão no treino de futebol?” eu disse, ainda mantendo meu rosto longe dele.
“Você não soube? Temos o dia de folga por causa da surra que demos no Union na sexta!”
Dustin e Drew, que meio que estavam prestando atenção em Heath e eu afinal de contas, deram alguns gritos de “Whooo-hooo!” e “Yeah!” de dentro da picape.
“Oh.Uh.Não. Eu devo ter perdido o anuncio. Eu estive ocupada hoje. Você sabe, super teste de geometria amanha.” Eu tentei soar normal e indiferente. E então eu acrescente, “Além do mais, estou ficando doente.”
“Zo, fala a verdade. Você está fula ou algo assim? Tipo, a Kayla disse alguma merda sobre a festa? Você sabe que eu não te trai.”
Huh? Kayla não tinha dito uma palavra sobre Heaht ter me traído. Como uma idiota, eu esqueci (ok, temporariamente) da minha nova Marca. Minha cabeça virou para que eu pudesse olhar para ele.
“O que você fez, Heath?”
“Zo, eu? Você sabe que eu não...” mas seu fingimento inocente desapareceu quando a boca dele abriu de forma nada atraente assim que ele pos olhos na minha Marca. “O que –“ ele começou a dizer, mas eu o cortei.
“Shh!” eu virei minha cabeça na direção de Dustin e Drew que ainda não sabiam de nada, e que agora estavam cantando a plenos pulmões uma das musicas do ultimo CD de Toby Keith.
Os olhos de Heath ainda estavam abertos e chocados, mas ele baixou a voz. “Isso é algum tipo de maquiagem que você está fazendo para a aula de teatro?”
“Não,” eu sussurei. “Não é.”
“Mas você não pode ser Marcada. Estamos saindo.”
“Não estamos saindo!” E bem assim meu breve alivio da tosse terminou. Eu praticamente me dobrei, dando uma seria e nojenta tossida.
“Hey,Zo!” Dustin me chamou da cabine. “Você tem que diminuir os cigarros.”
“É, parece que você vai tossir um pulmão ou algo assim,” Drew disse.
“Cara! Deixa ela em paz. Você sabe que ela não fuma. Ela é uma vampira.”
Ótimo. Maravilhoso. Heath, com a sua usual falta de qualquer coisa parecendo bom senso, acho que estava me defendendo enquanto gritava com seus amigos, que instantaneamente colocaram suas cabeças para fora da cabine e olharam para mim como se eu fosse um experimento cientifico.
“Bem, merda. Zoey é uma aberração fudida!” Drew disse.
As palavras insensíveis de Drew fizeram a raiva que eu estava mantendo em meu peito desde que Kayla tinha chorado ferver. Ignorando a dor que a luz do sol estava me causando, eu olhei diretamente para Drew, o olhando nos olhos.
“Cala essa tua boca! Eu tive um péssimo dia e eu não preciso dessa merda vinda de você.” Eu pausei para olhar do agora assustado e silencioso Drew para Dustin e acrescentei, "Ou de você.”
Enquanto mantive contato visual com Dustin eu percebi algo – algo que me chocou e me fez ficar estranhamente excitada: Dustin parecia assustado. Realmente assustado. Eu olhei de volta para Drew. Ele parecia assustado, também. Então eu senti. Uma sensação de formigamento que subiu pela minha pele e fez a minha Marca queimar.
Poder. Eu senti poder.
“Zo? Que diabos?” A voz de Heath quebrou minha atenção e tirou meu olhar dos irmãos.
“Estamos saindo daqui!” Dustin disse, passando a marcha e pisando no acelerador. A picape se lançou para frente, fazendo Heath perder o equilíbrio e deslizar, com um movimento dos braços e a cerveja voando, no asfalto do estacionamento.
Automaticamente, eu corri para a direção dele. “Você está bem?” Heath estava de quatro, e eu me curvei para ajudar ele a se levantar.
Então eu senti o cheiro. Algo cheirava muito bem – quente e doce e delicioso.
Heath estava usando uma colônia nova? Uma daquelas coisas estranhas cheias de feromônios que deveriam atrair mulheres como uma grande e engenhosa armadilha de mosquito? Eu não percebi o quanto estava perto dele até que ele levantou e nossos corpos estivessem praticamente pressionados juntos. Ele me olhou, seus olhos questionadores. Eu não me afastei. Eu deveria. Eu teria me afastando antes... mas agora não. Não hoje.
“Zo?” ele disse suavemente, a voz dele profunda e rouca.
“Você está cheirando muito bem,” eu não consegui me impedir de dizer. Meu coração estava batendo tão alto que eu podia ouvir o eco dele em minhas palpitantes têmporas.
“Zoey, eu senti sua falta. Precisamos voltar. Você sabe que eu te amo.” Ele levantou a mão para tocar no meu rosto e nós dois notamos o sangue que saia da palma da mão dele. “Ah, merda. Eu acho que – “ a voz dele parou quando ele olhou para o meu rosto. Eu só podia imaginar como eu parecia, com meu rosto todo branco, minha nova Marca feita com um azul safira, e meus olhos encarando o sangue na mão dele. Eu não podia me mover; eu não podia olhar para longe.
“Eu quero...”eu sussurrei. “Eu quero...” o que eu queria? Eu não conseguia colocar em palavras. Não, não era isso. Eu não iria colocar em palavras. Não dizer permitia aquela explosão de desejo que estava tentando me sugar. E não era porque Heath estava tão perto.
Ele tinha estado perto de mim antes. Bem, estivemos ficando por alguns anos, mas ele nunca me fez sentir desse jeito – nunca nem perto disso. Eu mordi meus lábios e gemi.
A picape parou no estacionamento, no nosso lado. Drew saiu e agarrou Heath pela cintura, e o empurrou de volta para a caçamba.
“Pare com isso! Estou falando com Zoey!”
Heath tentou lutar contra Drew, mas esse cara era o linebacker* (*posição no futebol americano), e era enorme,então Dustian ajudou e empurrou a porta da picape.
“Deixe ele em paz, sua aberração!” Drew gritou para mim enquanto Dustin acelerava a picape e aumentava a velocidade.
Eu entrei no meu Bug. Minhas mãos tremiam tanto que eu tive tentar três vez antes deu ligar o carro.
“Apenas vá para casa. Apenas vá pra casa.” Eu disse as palavras de novo e de novo entre a tosse enquanto eu dirigia. Eu não pensava sobre o que tinha acabado de acontecer. Eu não podia pensar sobre o que tinha acontecido.
O caminho para casa levou 15 minutos, mas pareceu passar num piscar de olhos. Rápido demais. Muito rápido eu estava parada na entrada da garagem, tentando me preparar para a cena que eu conhecia, tão certo quanto um raio seguir um trovão, que estava esperando para mim lá dentro.
Porque eu fiquei tão ansiosa para chegar aqui? Eu suponho que tecnicamente não tenha ficado tão ansiosa. Eu suponho que eu só estava fugindo do que tinha acontecido com Heath.
Não! Eu não ia falar sobre isso agora. E, de qualquer jeito, tinha provavelmente algum tipo de explicação racional para tudo, uma racional e simples explicação. Dustin e Drew eram retardados – totalmente imaturos cérebros-de-cerveja. Eu não tinha usado um novo poder esquisito para intimidar eles. Eles só estavam apavorados porque eu tinha acabado de ser Marcada. Era isso. Eu quero dizer, pessoas tinham medo de vampiros.
“Mas eu não sou uma vampira,” eu disse. Então eu tossi enquanto lembra do quão hipnoticamente lindo tinha sido o sangue de Heath, e a onda de desejo que eu senti por ele.
Não por Heath, mas pelo sangue de Heath.
Não! Não! Não! Sangue não era lindo ou desejoso. Eu deveria estar choque. Era isso.Tinha que ser esse. Eu estava em choque e não estava pensando direito. Ok...ok... sem pensar, eu toquei na minha testa. Tinha parado de queimar, mas eu ainda me sentia diferente. Eu tossi um zilhão de vezes. Ótimo. Eu não ia pensar sobre Heath, mas eu não podia mais negar. Eu me sentia diferente. Minha pele estava ultra sensível. Meu peito queimava, e mesmo usando meus óculos de sol Maui Jim, meus olhos continuavam a lacrimejar dolorosamente.
“Estou morrendo...” eu gemi, e então fechei meus lábios. Eu posso estar morrendo. Eu olhei para a casa que, depois de 3 anos, ainda não parecia um lar. “Supere. Só supere isso.” Pelo menos minha irmã não estaria em casa ainda – treino das lideres de torcida.
Esperançosamente, o troll poderia estar hipnotizando com seu novo vídeo game Delta Force: Black Hawk Down (um...ew). Eu poderia ter a mamãe para mim. Talvez ela entendesse... talvez ela soubesse o que fazer...
Ah, diabos! Eu tinha 16 anos, mas eu de repente percebi que eu não queria nada tanto quanto eu queria minha mãe.
“Por favor deixe ela entender,” eu sussurrei com uma simples reza para qualquer que fosse o deus ou deusa que pudesse estar ouvindo. Como sempre, eu entrei pela garagem. Eu andei pelo corredor para o meu quarto e joguei meu livro de geometria, bolsa, e mochila na minha cama. Então eu respirei fundo e fui, um pouco tremula, encontrar minha mãe.
Ela estava na sala de estar, sentada na ponta do sofá, tomando um copo de café e lendo “Sopa de galinha para a alma de uma mulher.”Ela parecia tão normal, tanto quanto ela parecia antes.
Com exceção que ela costumava ler romances exóticos e usava maquiagem. Os dois eram coisas que seu novo marido não permitia (que idiota).
“Mãe?”
“Hum?” Ela não olhou para mim.
Eu engoli com força. “Mama.” Eu usei o nome que eu costumava chamar ela, antes dela casar com John. “Eu preciso da sua ajuda.”
Eu não sabia se foi o uso inesperado do “Mama” ou algo em minha voz que tocou um velho pedaço da intuição de mãe que ela ainda tinha em algum lugar dentro dela, mas os olhos que ela levantou imediatamente do livro eram suaves e cheios de preocupação.
“O que foi, baby-“ ela começou, e então suas palavras pareceram congelar em seus lábios e os olhos dela viram a Marca na minha testa.
“Oh,Deus! O que foi que você fez?”
Meu coração começou a doer de novo. “Mãe, eu não fiz nada. Isso é algo que aconteceu comigo, não por minha culpa. Isso não é minha culpa.”
“Oh, por favor, não!” ela disse como se eu não tivesse pronunciado uma palavra. “O que o teu pai vai dizer?”
Eu queria gritar “como diabos qualquer um de nós ia saber isso, não vemos ou ouvimos sobre ele em 14 anos!” mas eu sabia que não faria bem nenhum, e sempre só a fazia ficar irritada ao lembrar a ela que John não era meu “verdadeiro” pai. Então eu tentei uma tática diferente – um que eu tinha desistido três anos só atrás.
“Mama, por favor. Você pode só não falar pra ele? Pelo menos por um dia ou dois? Só mantenha entre nós duas até que... eu não sei... a gente se acostumar ou algo assim.” Eu segurei o fôlego.
“Mas o que eu diria? Nem podemos cobrir isso com maquiagem.” Os lábios dela se curvaram enquanto ela dava um olhar nervoso para a lua crescente.
“Mãe, eu não quis dizer que eu ia ficar aqui enquanto nos acostumamos. Eu tenho que ir;você sabe disso.” Eu pausei enquanto uma enorme tosse fez meu ombro tremer. “Aquele Rastreador me Marcou. Eu tenho que me mudar para a House of Night ou então só vou ficar cada vez mais doente.” E então morrer, eu tentei dizer a ela com meus olhos. Eu não podia dizer as palavras. “Eu só quero alguns dias antes de quer que lidar com...”Eu parei para não ter que dizer o nome dele, dessa vez propositalmente me fazendo tossir, o que não era difícil.
“O que eu contaria para o teu pai?”
Eu senti uma onda de medo com o pânico na voz dela. Ela não era minha mãe? Ela não deveria ter as respostas para tudo?
“Só...só diga a ele que eu vou passar os próximos dias na casa de Kayla porque temos um grande projeto de biologia atrasado.”
Eu vi os olhos da minha mãe mudarem. A preocupação sumiu e foi substituída pela dureza que eu conhecia bem demais.
“Então o que você está dizendo é que você quer que eu minta para ele.”
“Não, mãe.O que eu estou dizendo é que eu quero que você, pelo menos uma vez, coloque minhas necessidades antes das dele. Eu quero que você seja minha mamãe. Me ajude a fazer as malas e me leve para essa nova escola porque eu estou assustada e doente e não sei se posso fazer tudo sozinha!” Eu terminei com pressa, respirando com força e tossindo na mão.
“Eu não estava ciente que parei de ser sua mãe,” ela disse friamente.
Ela me fez sentir ainda mais cansada do que Kayla tinha. Eu suspirei. “Eu acho que esse é o problema, mãe. Você não se importa o suficiente para perceber. Você não se importa com nada a não ser John desde que você casou com ele.”
Os olhos dela se estreitaram para mim. “Eu não sei como você pode ser tão egoísta. Você não percebe tudo que ele fez para nós? Por causa dele eu me demiti daquele horrível emprego em Dillards. Por causa dele não temos que nos preocupar com dinheiro e temos essa grande, e maravilhosa casa. Por causa deles temos segurança e um grande futuro.”
Eu ouvia essas palavras tantas vezes que eu podia recitar elas com ela. Era nessa parte da não conversa que eu normalmente me desculpava e voltava para o meu quarto. Mas hoje eu não podia pedir desculpas. Hoje era diferente. Tudo era diferente.
“Não, mãe. A verdade é que por causa dele você não prestou atenção nos seus filhos nos últimos 3 anos. Você sabia que sua filha mais velha se tornou uma mimada vadia que transou com metade do time de futebol? Você sabe que nojento e sanguinário vídeo game o Kevin mantem escondido de você? Não, é claro que não Os dois fingem estar felizes e fingem gostar de John e toda aquele faz de conta da família, então você sorri para eles e reza por eles e os
deixar fazer qualquer coisa. E eu? Você acha que eu sou má porque eu não finjo – porque eu sou honesta. Quer saber? Eu estou tão cansada da minha vida que eu estou feliz que o Rastreador me Marcou!Eles chamam aquela escola de vampiros de House of Night (Casa da noite) mas não pode ser mais escura que essa casa perfeita!” Antes que eu pudesse começar a chorar ou gritar eu me virei e fui em direção ao meu quarto, batendo a porta atrás de mim.
“Eu espero que todos se afogue.”
Atraves daquelas paredes muito finas eu podia ouvir ela fazendo uma ligação histérica para John. Não havia duvidas que ele iria correndo para casa lidar comigo. O Problema. Ao invés de sentar na cama e chorar como eu estava tentada, eu tirei as merdas da escola da minha mochila. Como se eu precisasse daquela merda onde eu estava indo? Eles provavelmente nem tem aulas normais. Eles provavelmente tinham aulas de como arrancar a garganta das pessoas e ... e....e introdução de como ver no escuro.
Não importava o que minha fez ou não fez, eu não podia ficar aqui. Eu tinha que ir embora.
Então o que eu precisava levar comigo?
Meu par favorito de jeans, além do que eu já tinha. Um par de camisetas pretas. Eu quero dizer, o que mais vampiros usam? Além do mais, eles são magros. Eu quase não levei minha camiseta cor de água, mas todo aquele preto estava me fazendo mais e mais deprimida...
então eu a coloquei. Então eu enfiei dezenas de sutiãs e calcinhas e coisas de maquiagem dentro de uma necesseir. Eu quase deixei meu bicho de pelúcia, Otis os peixes ( não podia dizer peixe quando tinha dois), no meu travesseiro, mas...bem... vampira ou não, não podia dormir muito bem sem ele. Então eu o coloquei dentro da porcaria da mochila.
Então ouvi a batida na porta, e a voz dele me chamando.
“O que?” eu gritei, então comecei a tossir muito.
“Zoey. Sua mãe e eu precisamos falar com você.”
Ótimo.Claramente eles não se afogaram.
Eu dei um tapinha em Otis o peixes. “Otis, isso é uma merda.” Eu arrumei meu ombro, tossi de novo, e fui enfrentar o inimigo.

sábado, 12 de janeiro de 2013

House of Night - Marcada - Capituo 1

Capítulo 1 


Bem quando eu achei que meu dia não podia ficar pior eu vi o cara morto parado perto do meu armário. Kayla estava falando besteira sem parar na sua tagarelice usual, e ela nem notou ele. No inicio. Na verdade, agora que eu penso sobre isso, ninguém o notou até que ele falou, o que é, tragicamente, mas uma evidencia da minha incapacidade de me ajustar.
“Não, mas Zoey, eu juro por Deus Heath não ficou tão bêbedo depois do jogo. Você não deveria ser tão dura com ele.”
“É,” eu disse distraída. “Claro.” Então eu tossi. De novo. Eu me sentia como lixo. Eu devo estar pegando aquilo que o Sr. Wise, meu meio insano professor de biologia chama de Praga Adolescente.
Se eu morrer, eu escapo do meu teste de geometria amanha? Uma pessoa pode sonhar.
“Zoey, por favor. Você está ouvindo? Eu acho que ele só tomou tipo quatro – eu não sei – talvez seis cervejas, e talvez tipo três doses. Mas isso é completamente fora de questão. Ele provavelmente nem teria tomado nada daquilo se seus pais idiotas não tivessem feito você ir pra casa logo depois do jogo.”
Nós partilhamos um sofrido e longo olhar, em total concordância sobre a ultima injustiça cometida contra mim por minha mãe e o meu padrasto perdedor com quem ela se casou a três longos anos atrás. Então, depois de meio suspiro, K estava de volta a sua tagarelice.
“E mais, ele estava celebrando. Eu quero dizer nós vencemos o Union!” K balançou meus ombros e pos seu rosto perto do meu. “Olá! Seu namorado-“
“Meu quase namorado,” eu corrigi ela, tentando não tossir nela.
“Tanto faz. Heath é nosso zagueiro então é claro que ele vai celebrar. Já fazia tipo um milhão de anos desde que a Broken Arrow derrotou o Union.”
“Dezesseis anos.” Eu sou péssima em matemática, mas a matemática de K faz a minha parecer genial.
“De novo, tanto faz. O ponto é, ele estava feliz. Você deveria dar a ele um tempo.”
“O ponto é que ele estava bêbado pela quinta vez essa semana.Eu sinto muito, mas eu não quero sair com um cara cuja maior preocupação na vida mudou de tentar jogar futebol na faculdade a tentar beber um pacote de cerveja sem vomitar.” Eu tive que pausar para tossir.
Eu estava me sentindo um pouco tonta e me forcei a respirar devagar quando o ataque de tosse parou. Não que a tagarela da K tenha notado.
“Eww! Heath, gordo! Não é um visual que eu queira.”
Eu consegui ignorar mais uma vontade de tossir. “E beijar ele é como beijar um pé ensopado de álcool.”
K levantou seu rosto. “Ok, nojento. Pena que ele é tão gostoso.”Eu virei os olhos, sem me incomodar em tentar esconder meu aborrecimento com a típica superficialidade dela.
“Você é tão mau humorada quando está doente. De qualquer forma, você não tem idéia do quão cachorro perdido o Heath parecia depois que você o ignorou no almoço. Ele não podia nem mesmo...”
Então eu o vi. O cara morto. Ok, eu percebi bem rápido que ele não estava tecnicamente “morto.” Ele estava morto vivo.Ou não humano. Tanto faz. Cientistas dizem uma coisa, pessoas dizem outra, mas o resultado final é o mesmo. Não tinha erro sobre o que ele era e mesmo que eu não tivesse sentido o poder e as trevas que irradiavam dele, não tinha jeito que eu podia ignorar a Marca, a safira em forma de lua crescente em sua testa e a tatuagem adicional que emoldurava seus olhos igualmente azuis.
Diabos, que merda! Ele estava perto do meu armário.
“Zoey, você não está me ouvindo!”
Então o vampiro falou e suas palavras cerimônias cruzaram o espaço entre nós, perigosas e sedutoras, como sangue misturado com chocolate derretido.
‘Zoey Montgomery! A noite escolheu-te; tua morte será teu nascimento. A noite chama-te;
Escuta a doce voz Dela. Teu destino te aguarda na Casa da noite!*” (* House of Night)
Ele levantou um longo, e branco dedo e apontou para mim. Enquanto minha testa explodia de dor Kayla abriu sua boca e gritou.
Quando os pontos brancos finalmente saíram dos meus olhos eu olhei pra cima e vi o rosto sem cor de K me olhar. Como sempre, eu disse a primeira coisa ridícula que veio na minha mente. “K, seus olhos estão saltados para fora da sua cabeça como um peixe.”
“Ele Marcou você. Oh,Zoey! Você tem o contorno daquela coisa na sua testa!” Então ela pressionou uma mão tremula contra seus lábios brancos, falhando em segurar o choro.
Eu sentei e tossi. Eu tinha uma dor de cabeça que estava me matando, e eu esfreguei o ponto bem entre minhas sobrancelhas. Ela estava pinicando como se uma vespa tivesse me mordido e irradiava dor para os meus olhos, até as minhas bochechas. Eu senti que talvez fosse vomitar.
“Zoey! K estava realmente chorando agora e tinha que falar entre soluços. “Oh.Meu.Deus.
Aquele cara era um rastreador – uma vampiro Rastreador!”
“K.” Eu pisquei com força, tentando limpar a dor da minha cabeça.”Pare de chorar. Você sabe que eu odeio quando você chora.” Eu me ergui tentando dar uma palmada reconfortante nos ombros dela. E ela automaticamente contraiu os músculos, e se afastou de mim.
Eu não podia acreditar. Ela tinha mesmo se contraído, como se ela tivesse medo de mim. Ela deve ter visto a magoa nos meus olhos porque ela instantaneamente começou a tagarelar.
“Oh,Deus, Zoey! O que você vai fazer? Você não pode ir para aquele lugar. Você não pode ser uma daquelas coisas. Isso não pode estar acontecendo! Com quem eu devo ir a todos aqueles jogos de futebol?”
Eu notei que durante todo seu discurso ela nem uma vez se aproximou de mim. Eu me senti doente, e magoada ameaçava começar a chorar.Meus olhos secaram imediatamente. Eu era boa em esconder lagrimas. Eu deveria ser; eu tive três anos pra ficar boa nisso.
“Está tudo bem. Eu vou descobrir o que fazer. Provavelmente é algum...algum erro bizarro,” eu menti.Eu não estava realmente falando; eu estava só fazendo palavras saírem da minha boca.
Ainda fazendo careta por causa da dor em minha cabeça, eu levantei. Olhando ao redor eu senti um pouco de alivio que K e eu eram as únicas no corredor, então eu tive que segurar o que eu sabia que era uma risada histérica. Se eu não tivesse completamente enlouquecida por causa da prova de geometria dos infernos de amanhã, e não tivesse voltado para o meu armário para pegar meus livros para que eu pudesse tentar obsessivamente (e sem conseguir) estudar hoje a noite, o Rastreador teria me encontrado parada no lado de fora da escola com mais ou menos 1,300 adolescentes que iam para o colégio Broken Arrows esperando pelo o que a minha irmã estupidamente parecia com a Barbie gostava de chamar de “as grandes e amarelas limusines.” Eu tenho um carro, mas ficar com os menos fortunados que tem que
andar de ônibus é uma tradição honrada, sem mencionar que é um jeito excelente de ver quem está dando em cima de quem. Como era, só tinha mais um garoto parado no corredor – um idiota alto com dentes problemáticos, que eu não pude, infelizmente, ver muito porque ele estava parado lá com sua boca aberta me encarando como se eu tivesse dado a luz a porcos voadores.
Eu tossi de novo, dessa vez realmente forte, tosse nojenta. O idiota fez um som agudo e correu pelo corredor até a sala da Sra. Day agarrado a uma tabua que ele pos no peito. Parece que o clube de xadrez tinha mudado suas reuniões para segundas depois da aula.
Vampiros jogam xadrez? Teria vampiros CDF´S? E que tal lideres de torcida parecidas com a Barbie? Vampiros tocavam numa banda? Existiam vampiros Emos com aquela esquisitice de caras usando calças para garotas e aquelas franjas horríveis para cobrir metade do rosto deles?
Ou eles são todos aqueles góticos esquisitos que não gostavam de tomar muito banho? Eu iria me transformar numa Gótica? Ou pior, num Emo? Eu não gostava muito de usar preto, pelo menos não exclusivamente, e eu estava não estava sentindo uma repentina aversão a sabonete ou água, e também não tinha um desejo obsessivo de mudar meu corte de cabelo e usar muito delineador.
Tudo isso girava na minha mente enquanto eu sentia outra histérica risada tentando escapar da minha garganta, e eu fiquei quase agradecida quando saiu como uma tosse.
“Zoey? Você está bem?” A voz de Kayla parecia muito alta, como se alguém estivesse aumentando ela, e ela deu outro passo para longe de mim.
Eu suspirei e senti raiva. Não era como se eu tivesse pedido por isso. K e eu éramos amigas desde a 3º série, e agora ela estava olhando para mim como se eu tivesse me transformado em um monstro.
“Kayla, sou só eu. A mesma que eu era dois segundos atrás e duas horas atrás e dois dias atrás.” Eu fiz um gesto frustrante para a minha cabeça dolorida. “Isso não muda quem eu sou!”
Os olhos de K se encheram de lagrimas de novo, mas, graças a Deus, o telefone dela começou a cantar “Material Girl” da Madonna. Automaticamente, ela olhou para o identificador de chamada. Eu podia notar pelo seu olhar que era o seu namorado, Jared.
“Vai nessa,” eu disse numa voz chata e cansada. “Vá pra casa com ele.” Seu olhar de alivio foi como um tapa na minha cara.
“Me liga depois?” Ela saiu correndo pelo corredor.
Eu observei ela se apressar até o estacionamento. Eu podia ver que ela tinha seu telefone amassado em seu ouvido e ela estava falando animada com Jared. Eu tenho certeza que ela já estava contando pra ele que eu tinha virado um monstro.
O problema, é claro, de me transformar em um monstro era o brilho das minhas duas opções.
Opção numero 1: Eu viro um vampiro, o que é igual a um monstro na mente humana. Opção número 2: Meu corpo rejeita a Mudança e eu morro. Pra sempre.
Veja a boa noticia é que eu não ia ter que fazer o teste de geometria amanhã. A má noticia é que eu tinha que me mudar para a House Of Night, um internato em Tulsa, conhecido pelos meus amigos como a Escola Particular dos Vampiros, onde eu passaria os próximos 4 anos passando por mudanças físicas bizarras, assim como uma mudança total e permanente na minha vida.E isso apenas se todo o processo não me matasse.
Ótimo. Eu não queria isso também. Eu só queria tentar ser normal, apesar dos pais mega conservadores, meu irmão mais novo parecido com um troll, e minha tão perfeita irmã mais velha. Eu queria passar em geometria. Eu queria manter minhas notas altas para que eu pudesse ser aceita na faculdade veterinária da OSU e queria sair de Broken Arrow, Oklahoma.
Mas o principal, eu queria me encaixar – pelo menos na escola. Minha casa era sem esperança, então tudo que eu tinha eram meus amigos e minha vida longe da minha família. Agora tudo estava sendo tirado de mim,também. Eu esfreguei minha testa e então mexi no meu cabeço até que ele cobrisse meus olhos em parte, e, com alguma sorte, a marca que aparecia em cima deles. Mantendo minha cabeça abaixada, como se eu estivesse fascinada pela meleca que grudou na minha boca, eu corri em direção a porta que levava para o estacionamento.
Mas eu parei assim que cheguei lá fora. Pelas janelas lado a lado do eu pude ver Heath. As garotas se amontoavam perto dele, fazendo pose e virando seus cabelos, enquanto os caras colocavam em movimentos picapes ridiculamente enormes e tentavam (e quase falhavam) parecer legais. E eu escolhi aquilo para me sentir atraída?Não, para ser honesta comigo mesma eu deveria lembrar que Heath costumava ser incrivelmente doce, e mesmo agora ele tinha seus momentos. Principalmente quando ele estava sóbrio.
Garotas afetadas se viraram pra mim no estacionamento.Ótimo. Kathy Richter, a maior vadia da escola, estava fingindo beijar Heath. Mesmo de onde eu estava parada era obvio que ela pensava que dar em cima dele era algum timo de ritual de acasalamento. Como sempre, sem notar Heath estava só parado lá rindo. Bem, diabos, não iria ficar melhor. E meu Bug azul VW 1966 estava bem no meio deles.Não. Eu não podia ir até lá. Eu não podia andar até o meio deles com aquela coisa na minha testa. Eu nunca seria capaz de ser parte deles de novo. Eu já sabia muito bem o que eu tinha que fazer. Eu lembrava do ultimo garoto que um Rastreador tinha escolhido na escola.
Começou no inicio do ano escolar ano passado. O Rastreador tinha vindo antes da aula começar e tinha apontado para o garoto enquanto ele estava andando para seu primeiro perido. Eu não vi o Rastreador, mas eu vi o garoto depois, por só um segundo, depois que ele derrubou seus livros e saiu correndo do prédio, sua nova Marca brilhado na sua testa pálida e lagrimas correndo por suas bochechas. Eu nunca esqueci o quão lotados os corredores estavam aquela manhã, e como todos se afastaram dele como se ele tivesse a peste negra enquanto ele corria para escapar da escola. Eu tinha sido um dos que se afastaram dele e o encararam, apesar deu sentir pena dele. Eu só não queria ser rotulada como a única garota que era amiga daquelas aberrações. Meio irônico agora, não é?
Ao invés de ir para o meu carro eu fui para o restaurante mais próximo, que estava, graças a Deus, vazio. Havia três bancos – sim, eu chequei cada um duas vezes. Na parede havia duas pias, e que em cima estavam perdurados dois espelhos de tamanho médio. Do outro lado da pia o lado oposto da parede era coberto com um grande espelho que tinha uma prateleira abaixo para colocar maquiagem ou qualquer coisa assim. Eu coloquei minha bolsa e meu livro
de geometria na prateleira, respirei fundo, e em um movimento levantei minha cabeça e tirei o cabelo do rosto.
Era como olhar para o rosto de um estranho familiar. Sabe, aquela pessoa que você vê numa multidão e jura que conhece, mas na verdade não conhece? Agora ela era eu – a estranha familiar.
Ela tinha meus olhos. Tinha aquela mesma cor que nunca consegue decidir se é verde ou marrom, mas meus olhos nunca foram grandes e redondos. Ou eles eram? Ela tinha meu cabelo – comprido e reto e quase tão escuro quanto o da minha vó tinha sido antes dele começar a ficar branco. A estranha tinha minhas bochechas, um longo e forte nariz, e uma boca larga – mais características da minha vó e dos seus ancestrais Cherokee. Mas meu rosto nunca foi tão pálido. Ele sempre foi meio azeitonado, uma cor muita mais escura que qualquer um na minha família. Mas talvez não fosse minha pele que de repente estava tão branca...
talvez só parecesse mais pálida em comparação com as linhas azul escuro que desenhavam uma lua crescente que estava perfeitamente posicionada no meio da minha testa. Ou talvez fosse aquela terrível luz fluorescente.Eu esperava que fosse a luz.
Eu encarei aquela exótica tatuagem. Misturada com minhas feições fortes dos Cherokee parecia me dar um toque de selvagem... como se eu pertencesse a um tempos antigos quando o mundo era maior...mais bárbaro.
Desse dia em diante minha vida nunca seria a mesma. E por um momento – só um instante – eu esqueci do horror de não pertencer a lugar nenhum e senti uma chocante explosão de prazer, enquanto profundamente dentro de mim o sangue do povo da minha avó se alegrava.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Gente como eu já disse sou fã de Fallen e tenho que dizer, meu coração quase sai pala boca quando vi uma entrevista da Lauren Kate sobre o ultimo livro da saga (que eu ainda não li) a Lauren disse, que achava que iria doer separar o Daniel da Luce, :(. Vou compar o livro amanhã, meu coração já está doendo só de pensar... Bom quando eu ler o livro conto pra voces, enquanto isso curtam a capa:

Linda não é? Tão perfeita quanto as outras. :p